Pesquisadora transforma garrafas PET em blocos de concreto
Milhares de garrafas PET vão para o lixo todos os dias, então porque não reutilizá-las na produção de blocos de concretos para a construção civil? Esta foi a ideia, que deu certo, de uma pesquisadora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

Milhares de garrafas PET vão para o lixo todos os dias, então porque não reutilizá-las na produção de blocos de concretos para a construção civil? Esta foi a ideia, que deu certo, de uma pesquisadora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

 

A acadêmica de Engenharia Ambiental da UEMS, Camila de Carvalho Sousa, desenvolveu esta ideia na pesquisa intitulada “Caracterização física e mecânica de blocos vazados de concreto simples confeccionados com a adição parcial de resíduos plásticos pós-consumo: Classificação”, orientada pelos professores Aguinaldo Lenine Alves e Antônio Aparecido Zanfolim.

 

A motivação do trabalho veio porque no Brasil estima-se a geração de 0,5 a 1,0 kg/hab/dia de lixo e a indústria de embalagens está amplamente associada à crescente geração destes resíduos. Além de que, no País, a maioria dos fabricantes de refrigerantes utiliza embalagens descartáveis, sendo, 80,2% embalagens PET, indicando um consumo anual de aproximadamente 250 bilhões de unidades; deste total, cerca de 4,7 bilhões de unidades são lançadas indiscriminadamente no meio ambiente.

 

Para a produção dos blocos de concreto 15% da quantidade de areia foi substituída por garrafas pets usadas, que depois de moídas se tornaram pó. As garrafas utilizadas para o trabalho foram obtidas de pontos de coletas, antes de serem encaminhadas ao aterro sanitário de Dourados.

 

Como resultado os blocos de concretos ficaram mais resistentes à compressão e os resíduos plásticos proporcionaram o preenchimento dos poros existentes. Com isso o produto final teve uma melhor compactação, ficou menos permeável, mais resistente a impactos devido ao aumento significativo da resistência à compressão, classificando-o como Classe C, com função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima do nível do solo.

 

Segundo a acadêmica, no decorrer deste estudo, constatou-se que, para se produzir 15 blocos de concreto com a adição de resíduos plásticos moídos em substituição a 15% de areia necessita-se de aproximadamente 80 garrafas plásticas de dois litros. Com isto, conclui-se que na execução do projeto de uma casa popular, de 42m², serão necessárias 8.187 unidades de garrafas PET.

 

“Isto representa um grande benefício econômico e ecológico, já que, neste caso, proporcionariam o aumento da vida útil de aterros sanitários, a diminuição da poluição de terrenos e locais públicos e, principalmente, a retirada de área dos leitos dos rios seria atenuada. Por ser simples e de fácil padronização, a reutilização das garrafas PET não agrega alto valor às indústrias do setor. Assim sendo, uma opção inovadora, uma alternativa ecologicamente correta, capaz de suprir as necessidades do setor da construção civil em conjunto com o desenvolvimento sustentável”, ressaltou.

 

A pesquisadora termina enfatizando que é necessária a introdução de políticas públicas, incentivos privados e parcerias com as indústrias de bebidas e produtoras de plásticos, visando ao gerenciamento das garrafas PET descartadas, facilitando, assim, o reuso delas.

 

Da Redação, original Jornal Dia a Dia

 

AUTOR/FONTE:http://www.obra24horas.com.br/materias/tecnologia-e-sustentabilidade/pesquisadora-transforma-garrafas-pet-em-blocos-de-concreto

 

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