Perspectiva melhor para a construção civil em 2014
A construção civil deverá crescer 2,8% em 2014, projetam o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A construção civil deverá crescer 2,8% em 2014, projetam o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O porcentual é apenas levemente superior ao do crescimento previsto para o Produto Interno Bruto (PIB), de 2%, mas ajudará a dar algum alento ao setor.

 

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 Neste ano, basicamente, predominou a estagnação. Entre o segundo e o terceiro trimestre, o PIB da construção civil declinou 0,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 Entre os mercados de imóveis que preservaram o ritmo de atividade estão o da capital e da região metropolitana de São Paulo. Entre janeiro e outubro, o número de lançamentos nessas áreas cresceu, respectivamente, 24,1% e 19,3%, segundo o sindicato da habitação (Secovi). Mas os compradores parecem mais reticentes e alguns desistem da aquisição antes de contratar o financiamento e receber as chaves.

 Há, de fato, um conflito entre compradores finais e empreendedores. Estes têm pedido preços mais elevados, revelou o índice FipeZap: em São Paulo, o preço do metro quadrado dos imóveis prontos aumentou 1,2%, entre setembro e outubro, e 1,3%, entre outubro e novembro. Nos últimos 12 meses, até novembro, os preços pedidos pelos imóveis aumentaram 13,8%, mais que o dobro da taxa oficial de inflação.

 O resultado é um crescimento dos estoques de imóveis prontos, o que obriga as construtoras a oferecer condições mais favoráveis para os novos compradores, como descontos nas tabelas de preços e mobiliário interno. Em alguns casos, os distratos mais que dobraram, em relação ao ano passado.

 A economia titubeia e isso limita a intenção de compra de imóvel, ainda mais se os preços pedidos sobem mais rapidamente do que os salários. A inflação oficial próxima dos 6% - e sem perspectiva de queda em 2014 - também eleva a percepção de risco. O desemprego em nível baixo não é garantia de que a renda real dos compradores de imóveis continuará subindo, pois estes dependem das empresas, que só pagarão remunerações mais altas se a demanda e os lucros crescerem.

 A estimativa do Secovi e da FGV de expansão da atividade da construção se contrapõe ao quadro geral, que é de estagnação, salvo em nichos de grandes metrópoles (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte) e de investimentos em obras públicas, que deverão crescer no ano eleitoral de 2014.

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