Goiás supera índices nacionais na geração de empregos
Do ano 2000 até 2013, o Estado de Goiás tem gerado em média 64,3 mil novos empregos a cada ano. Os dados divulgados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB) têm base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Do ano 2000 até 2013, o Estado de Goiás tem gerado em média 64,3 mil novos empregos a cada ano. Os dados divulgados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB) têm base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Destaque do ano passado, o informe técnico do Instituto – intitulado Mercado de Trabalho, aponta que, em 2013, Goiás ocupou a 7ª posição no ranking nacional, em números absolutos, na geração de empregos. Em termos relativos, o Estado ocupa a segunda colocação. Isto significa que, em 2013, Goiás obteve o segundo maior índice de crescimento na geração de empregos formais, em comparação aos demais Estados da federação.

Segundo o IMB, o perfil do mercado de trabalho no Estado “reflete atualmente as mudanças iniciadas principalmente no final da década de 1990, em que se destacam o fortalecimento do setor industrial e sua maior integração ao setor agropecuário e o crescimento do setor de serviços”, aponta. Por conta disso, “Goiás tem sido um dos principais geradores de empregos formais do País, reflexo dos sucessivos períodos de crescimento econômico que contribuíram para a expansão da formalidade no mercado de trabalho”, complementa.

Da série histórica, merecem destaques os anos de 2010 e 2003. O primeiro porque apresentou incremento de 104.331 novas vagas – sendo o ano mais forte – e o segundo, porque gerou apenas 45.596 vagas – o ano mais fraco.

Contextualizando os números aos cenários nacional e mundial, 2010 representou um período de recuperação na economia dos países. O Brasil, e em particular Goiás, apresentou excelentes indicadores. O PIB goiano deu um salto de 8,8%, o maior da série histórica, tendo sido a indústria o setor de maior crescimento, 13,7%. Esse bom desempenho refletiu diretamente na geração de emprego do setor, pois dentre os 104 mil novos postos gerados, 16 mil foram gerados pela indústria de transformação.

Em contraposição, em 2003, ano em que Goiás gerou menos emprego no período analisado, a economia brasileira foi marcada pelo ambiente macroeconômico adverso, resultante da crise do segundo semestre de 2002, agravada ainda pelo processo eleitoral. Em Goiás, a agropecuária apresentou o maior crescimento, setor de baixa geração de mão de obra.

 

No período de 2000 a 2013, a construção civil foi a que teve o maior crescimento relativo (184,54%) no número de ocupação. O maior crescimento absoluto ficou por conta do setor de serviços, com mais de 244,9 mil novos postos gerados.

Na administração pública, o documento demonstra que o número de empregos cresceu até o ano de 2010. Já a partir de 2011, este número começa a cair, reduzindo 24,12 mil postos de trabalho nos últimos 14 anos.

O estudo mostra como as crises em áreas importantes da economia goiana afetaram, ao longo dos anos, a geração de empregos no Estado. “Como exemplo, pode-se destacar a atividade agropecuária, que em 2006 gerou apenas 1.225 novos empregos formais, enquanto no ano seguinte, 2007, gerou 5.250 novas vagas. Os dados refletem de modo exemplar a crise no setor agropecuário que teve início em 2004 se estendendo até 2006, ano em que a produção do setor apresentou recuo de 3,6%, conforme dados do Produto Interno Bruto. A recuperação do setor ocorreu logo em 2007, conforme mostram os dados de geração de emprego”.

O documento mostra ainda que o “comportamento da geração de empregos formais” reflete diretamente o perfil produtivo do Estado. Por exemplo, o mês no qual costumam ocorrer as maiores contratações no ano é abril. Em contrapartida, há um indicativo de demissões a partir do mês de setembro, que se acentua em novembro e dezembro.

Tais indicadores são explicados pelo período da safra agrícola, que ocorre de janeiro a abril, e da entressafra, a partir de setembro – o que reflete em toda a cadeia produtiva do setor. Na área da construção civil, o período chuvoso – setembro a março – também interfere no ritmo das obras, provocando o fechamento de muitos postos de trabalho. (Com informações do Instituto Mauro Borges)

           

 

Autor: Da Redação

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