As cadernetas e o crédito imobiliário no cenário atual
O comportamento dos depósitos de poupança era acompanhado de perto, no passado, pelo poder de competição das cadernetas em relação aos demais ativos e pelo impacto sobre as operações de crédito imobiliário. Esses aspectos já não despertam o interesse momentâneo, mas nem por isso as cadernetas perderam importância na perspectiva de longo prazo.

O comportamento dos depósitos de poupança era acompanhado de perto, no passado, pelo poder de competição das cadernetas em relação aos demais ativos e pelo impacto sobre as operações de crédito imobiliário. Esses aspectos já não despertam o interesse momentâneo, mas nem por isso as cadernetas perderam importância na perspectiva de longo prazo.

 

No curto prazo, porém, o interesse parece oscilar. Em setembro, a captação líquida das cadernetas foi de R$ 1,3 bilhão, menor resultado para o mês desde 2005. Entre janeiro e setembro, o saldo foi positivo em R$ 15,5 bilhões e tende a crescer, sazonalmente, neste trimestre, por causa do recebimento do 13.º salário e de outras remunerações. A captação recorde de R$ 71 bilhões em 2013 deveu-se à queda dos juros básicos, que reduziu a atratividade de outras aplicações.

 

A captação mais lenta, neste ano, não se restringiu aos depósitos de poupança; a lentidão afeta outros ativos financeiros. Em setembro, a captação líquida das aplicações de renda fixa, em especial dos fundos DI, foi de R$ 4,5 bilhões, segundo a Anbima, com queda de 56% em relação a setembro do ano passado. Essas aplicações têm sido favorecidas em relação às cadernetas quando as taxas de administração são baixas, como agora, pois elas se baseiam na taxa básica, hoje em 11% ao ano.

 

Em setembro, o saldo aplicado nas cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) aproximou-se de R$ 504 bilhões, chegando a R$ 643 bilhões, se incluídas as contas da poupança rural, cujos recursos não se destinam ao financiamento habitacional.

 

Não há riscos para o setor imobiliário. Com esse saldo, ainda que não houvesse captação positiva nas cadernetas do SBPE, haveria recursos suficientes para atender à demanda de crédito imobiliário por mais dois anos, pelo menos.

 

Mas já há outros papéis cuja captação é crescente, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e os fundos imobiliários. Em conjunto, esses papéis já registram aplicações de R$ 225 bilhões até agosto - ou seja, 45% dos saldos das cadernetas.

 

Além dessas modalidades, a Medida Provisória 656, publicada na quarta-feira (8), criou a Letra Imobiliária Garantida (LIG), completando-se a estrutura de captação que, com a exceção das cadernetas, está mais voltada, hoje, para imóveis comerciais, mas que poderá financiar moradias no futuro.

 

Da Redação, original O Estado de S. Paulo.

 

AUTOR/FONTE:http://www.obra24horas.com.br/noticias/as-cadernetas-e-o-credito-imobiliario-no-cenario-atual

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